Numa época de grande tensão geral e em particular em redor da escola e do ensino, como a que vivemos, tornase ainda mais necessário preparar e apetrechar os professores para um relacionamento interpessoal mais eficaz,
fornecendo-lhes ferramentas para melhor gerirem a relação pedagógica, prevenirem situações de conflito e de
tensão desnecessária e promoverem um clima relacional mais positivo com os diferentes actores do contexto
educativo. Ferramentas de trabalho como a escuta-activa, a resposta empática ou a assertividade assumem-se
como cruciais em qualquer contexto (pela possibilidade de diminuir a tensão e agressividade nas relações) e muito
em particular no contexto educativo. Torna-se por demais evidente a necessidade de ajudar os docentes a reflectir
sobre as suas próprias práticas e modos de comunicar/relacionar-se, no sentido de identificar formas alternativas e
mais eficazes que lhes permitam desempenhar as suas funções de um modo mais tranquilo, mais produtivo e
gerador de maior satisfação. Ferramentas estas que serão tão mais eficazes quanto maior for a colaboração e
cooperação entre os docentes, numa lógica de trabalho em equipa e de sintonia de intervenção.
A formação nas áreas comportamentais ou relacionais, necessita de uma intervenção continuada e de reforço, de
forma a possibilitar a (auto)transformação e mudança de padrões de resposta e de relacionamento interpessoal
por parte dos formandos, pelo que estes momentos de reflexão e partilha, com recurso à vivência e
experienciação de situações, simuladas ou retiradas da vida real, constituem-se como fundamentais no processo
de desenvolvimento pessoal e profissional de docentes e educadores.